Nos lençóis
Esquina paranóia delirante.
Às vezes, ou quase sempre, eu me pego pensando em coisas que na verdade nem sei por quê penso nelas.
Coisas úteis, inúteis. Pensamentos que vem sem explicação, e ficam vagando no infinito do meu vago pensar.
Aqueles pensamentos que invadem o espaço da imaginação e começam a vagar, andando por aí, criando suas próprias pernas, tirando os meus pés do chão. Agonia. Quero voltar, saber onde estou, mas quando vejo, já passo as nuvens, minhas idéias vão além do possível. Aí? Aí é a hora em que eu me chateio, e tento voltar pra cá, onde as coisas reais são palpáveis. Mas já é tarde.
A esquina é perigosa e atraente.
Tem coisa que é simples, mas o meu pensar complica.
Dom, ou maldição?Saber que tudo tem consequência me dá um frio na barriga...
E seu eu subir agora e na hora de pular a cordinha estourar?
E se não?
Não venha me mostrar o que você não vê, não venha me provar no que você não crê.
"Penso, logo existo.", e alguém me deu oportunidade de escolher se eu queria pensar? Se eu queria existir?
Às vezes eu queria seguir o seco, mas sem sacar que o caminho é seco.
Como alguém que busca água num inifinito deserto, movido por uma única razão, sem delirar com Oasis como eu faço.
Pensar em você me incomoda, pensar no que eu vou fazer amanhã me incomoda.
E para mim, é difícil afastar esses pensamentos.
De vez em quando , sentada ali, eu penso.Penso no que fiz , que não muda mais, mas penso.Penso no que vou fazer, e nem sei se relamente vai acontecer, mas penso.
Queria ser dona do impulso que empurra o coração pra vida.
Instantes
Instantes(adaptação)
Estou vivendo a minha vida, e agora, tratarei de cometer mais erros.Não tentarei ser tão perfeita, relaxarei mais,Serei mais tola do que tenho sido,Na verdade, bem poucas coisas levarei a sério.
Serei menos higiênica,correrei mais riscos, viajarei mais, contemplarei mais entardeceres,
subirei mais montanhas, nadarei mais rios.Irei a lugares onde eu nunca fui,tomarei mais sorvete e menos lentilha, terei mais problemas reais do que imaginários.
Eu sou uma dessas pessoas que vive sensata e produtivamente cada minuto da vida: claro que tenho momentos de alegria.Mas, como ainda tenho muito o que viver, tratarei de ter somente bons momentos.Porque, se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos;não perca o agora.Eu costumo ser uma dessas que nunca vai a parte alguma sem um termômetro, uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas;mas a partir de agora, viajarei mais leve.
Como eu tenho muito para viver, começarei a andar descalça no começo da primavera e continuarei assim até o fim do outono. Darei mais voltas na minha rua, contemplarei mais amanheceres e brincarei com mais crianças,afinal eu sei que tenho muita vida pela frente.
Porque eu ainda tenho muito para viver.
Nadine Stair atribuído a Jorge Luís Borges(adaptado por Gabi)
Sabem como é né. Às vezes, na aula de técnicas de redação, você lê justamente aquilo que rege a tua vida: Instantes. Eu postei esse poema modificado, porque esse é o rela lima*.E é assim que eu quero, assim que eu vou viver.
Para ver a versão original:http://www.iis.com.br/~cat/homepage/lentilha.htm
Do contrário
Eu queria estar aí.
Dentro de onde ela está.
Eu sinto, eu sei que ela não sou eu, apesar de muito querer.
Posso sentir seu calor agora, aqui, parada sem fazer nada
Seu toque suave, suas mãos e cabelos macios.
Ah! já não posso mais conter
O desejo de te ver
O sol se põe lá fora, já não sei mais no que crer
Continuo sonhando, afinal, essa é a única forma de nunca te perder.
Dentro de mim, estarás sempre a brilhar
Eu não me canso jamais
Nem que aqui não seja,
Talvez na altura de um infinito que só nós conheceremos
Algum dia exista por acaso, um eu e você.
Limas, pque mais do que nunca, vocês são um refúgio de amor!
Calma viu, eu tô bem , antes que me perguntem! hahaha
hell's angel
Há alguns dias, estava eu no metrô, sentada sozinha e morrendo de medo, confesso. Quando entrou no vagão, acompanhada por um homem que não aparentava 30 anos, uma menina bem pequena. Ela entrou e se acomodou de pé bem na minha frente, forçando-me a examiná-la, e o que me levou a uma terrível conclusão.
A menina era pequena apenas pela estatura, estava usando uma sandália dessas da Xuxa ou Carla Perez que hoje em dia são mais altas que as minhas. Usava também uma blusa de alcinha que apresentava seus pequenos seios, se é que podemos chamá-los de seios; com a blusa e a sandália, uma calça de cintura bem baixa e apertada, mostrando parte de seu abdômen, ainda com características infantis, e de lado, para completar, uma bolsa de plástico com temas cor-de-rosa e lilás, creio que de princesas ou fadas, não sei bem, mas que contrastavam enormemente com as vestes que ela envergava.
Seus cabelos eram compridos e negros, pesados e ela os arrumava de lado, de uma forma tão adulta e sensual que me espantava, assim como chupava um pirulito, tão lasciva quanto!
Ela me encarava sem medo algum, ao contrário, me sugava com os olhos, me desafiava com seu jeito de mulher, enquanto eu, aos dezessete anos, estava ainda com medo de pegar um metrô, ainda não tinha certeza de quem eu era, e nem ao menos havia sido amada como mulher, e todo o resto que o crescimento acarreta, ainda não o havia experimentado. Era uma menina, mais menina do que ela, e não sabia como me sentia em relação a isso.
Fiquei perdida, e a única conclusão a que consegui chegar foi que eu parei, e estou me movendo por inércia apenas, enquanto tudo a minha volta se move a pleno vapor, se transforma...