Wednesday, January 25, 2006

ano novo

Eu nunca escrevo em primeira pessoa, pra me preservar mesmo, mas acho que dessa vez é necessário.
A vida tem me pregado peças...Em vários lados, desde afetivos e emocionais até profissionais.
Neste tempo de férias, que são um tanto forjadas, já que terminei o colégio, eu pensei muito e tirei as conclusões deste ano, que foi um tanto quanto "novo" na minha vida.
Descobri novas amizades , e que as antigas, por mais que sejam pra sempre, podem um dia esfriar, pois as pessoas mudam, e acabam se encontrando melhor em outros lugares ou grupos.
Descobri que os amores, estes servem mesmo para nos edificar, principalmente os que não são correspondidos, pois aprendemos o quanto somos valiosos e quem realmente nos merece ou não, em quem devemos investir e como devemos fazê-lo. Descobri que se apaixonar é uma auto descoberta, pode arrebentar o coração mas passa, e você volta novinho em folha sabendo controlar melhor a situação!
Na marra tive de aprender que meu destino pertence só a mim, e à minha responsabilidade. Faltar com ela ou com minha determinação pode estragar todo um sonho ou uma vontade que pode ser decisiva. Descobri que tenho que crescer, e me responsabilizar por meus atos a partir de agora. Perdi um chão, caí, e como sempre, aprendi errando, o modo mais antigo e funcional.
E com todas estas descobertas e peças pregadas, descobri que a felicidade é uma construção. É incrível como ela pode oscilar tão rapidamente, como uma felicidade estuporante pode passar em segundos a uma tristeza desconsertante. E com base nisso, concluí que devemos construir a felicidade, como um quebra-cabeça, cada momento feliz é uma peça e devemos guardá-la na memória, não deixando que os momentos tristes a destruam, até que um dia completemos o tal quebra-cabeça e tenhamos enfim a felicidade por inteiro. Enfim seremos felizes, e esta felicidade será inabalável, tanto quanto possa fazer valer a pena uma vida.