Monday, November 28, 2005

Jack estripador

E ele, sem piedade alguma e com o olhar tão frio que congelava quem ousasse fixá-lo, pegou aquele coração com as próprias mãos fez um corte extremamente profundo, depois virou-se e foi-se sem olhar pra trás, deixando-na lá,
abandonada,
ferida,
sangrando...
agonizando.
A morte era irremediável, a dor era pior do que o fim em si. Doía, e ela havia perdido todas as forças . Não podia se entregar, não a ele.
Resolveu respirar, e tentar superar o estrago feito
aguentou a dor, estancou o sangue e levantou-se.
Ainda com a ferida aberta começou a caminhar pedindo ajuda mas ninguém a notava, ninguém enxergava suas vestes empastecadas daquele sangue já coagulado e seco, o corredor era vermelho, camuflava sua dor.
Sozinha enquanto caminhava, foi-se curando lentamente, e sem perceber a ferida já havia fechado, já não sangrava, porém doía ainda se tocada, precionada.

A cicatriz ficaria ali para sempre, lebrando-na de todo sofrimento, porém seria indolor, imperseptível na maior parte do tempo.